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A Cidadania e os Motores

A Cidadania e os Motores

Um trânsito mais seguro, sem dúvida é o que todos nós queremos. Andar pelas ruas com a garantia de que chegaremos a determinado lugar sem sermos alvo de ameaças ou atropelamentos ou mesmo simplesmente ter prioridade nos deslocamentos. Sem dúvida este é o almejado sonho de todo pedestre, que, hoje em dia, pelas atuais condições, até nos causa estranheza querer que sejamos respeitados.

A cidadania não é uma peça inserida nos motores e sim nas mentes humanas, que socialmente organizada, por intermédio de cada cidadão, impõem os próprios limites ao respeito à integridade física e à vida.

Nada na vida pode ser melhor do que o equilíbrio, comedimento e temperança. Assim, já dizia Aristóteles: “virtus in media” (a virtude está no meio).

Então, falemos de trânsito! Falemos da complexidade em transitar. Pensamos que o conceito da Educação da Cidadania pode estar em crise. Crise, embora prima facie, possua um angustiante significado de perda do estado de coisas, guarda, em si, uma leitura de reorganização, de resignificação de conceitos, de oportunidade para uma melhor disposição, assim entendido em sua acepção mais ampla.

Parece-nos que nossa geração, ou pelo menos parte dela, está realmente preocupada em garantir um mundo melhor para nós mesmos e para as gerações futuras. Tal motivação deve visar um futuro melhor. Senão, qual seria o pai, ou mãe, que deixaria um mundo pior para seus filhos, netos, bisnetos etc?

E aí, deparamo-nos com outros desafios em jogo: meio ambiente, saúde pública, organização do trânsito e vidas.

Diversas iniciativas nos são apresentadas, vejamos uma interessante, o SWU, sigla que em português quer significar que “a mudança do mundo começa com você” é tema de matéria veiculada nos mais diversos meios de comunicação.

O trânsito para o paulistano ou mesmo para qualquer outro cidadão de uma grande metrópole do mundo pode ser visto como um grande teatro, no qual os atores ora são pedestres, ora são condutores, e, o grande segredo estaria, então, na capacidade da empatia, cumpriria melhor seu papel na evolução na peça da vida real, aquele que pudesse perceber e se por no lugar do outro, recebendo e prestando respeito.

Para respeitar é preciso saber quais são os deveres e os direitos de cada cidadão. Segundo passo e mais importante ainda que conhecer a cidadania é exercitá-la, praticando mantivesse os músculos fortalecidos de um corpo, em busca de humanidade, paz, harmonia e tudo mais que possa agregar valor no trânsito.

Ora, valores. Quando falamos que algo nos é precioso, logicamente, está relacionado a uma grande importância para nós. Vejamos o raciocínio de uma pessoa faminta: qualquer alimento naquela situação é extremamente importante, diferente valor terá para aquele que acabou de sair satisfeito de uma churrascaria.

Colocamos aqui referenciais, pois, logo vemos que para um trânsito seguro devemos nos atentar para os valores cruciais na condução de veículos, ou mesmo como pedestres. O melhor exemplo é a cortesia, bem vinda para todos os que estão sedentos por um trânsito seguro.

Está faltando cortesia no trânsito. Quantas pessoas perderam as suas vidas ou se feriram tragicamente na contingência do trânsito? Existem pessoas andando armadas; não para o exercício da legitima defesa, mas para impor suas razões e falta de sua sensibilidade às necessidades do outro. Aquele que estaria somente indo embora para casa depois de um dia de trabalho pesado e por um descuido resolveu discutir e foi-lhe imposta a morte.

Os valores para um trânsito seguro devem estar apontados para a paz e harmonia. A legislação existe, está no papel, mas a vontade de fazer dar certo está em cada ser humano que reconhece ser importante.

Um pedestre é uma vida em movimento, é uma vida responsável por outra, e assim em diante. A ilusão de ganhar alguns minutos pode estragar os sonhos de muitas outras pessoas e, quase que instantaneamente, morrem pela pressa de alguns minutos. Ora, coloquemo-nos no lugar dos pedestres.

Convocados a pensar que cidadania e motores podem coexistir para um progresso com segurança, vimos prevenir, ao invés de remediar, devemos acreditar e realizar dias melhores.

A maior prevenção é se por no lugar do outro sempre!

THIAGO SAMPAIO ANTUNES & TIAGO DE ANDRADE SALES.

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